Brasil, O 5º maior Credor da Dívida Americana
O Brasil hoje é o 5º maior credor da dívida dos EUA. Em maio deste ano, o Brasil tinha US$ 211,4 bilhões aplicados em títulos do governo americano, valor que representa crescimento de 30,89% em um ano e mantém o Brasil como quinto maior credor externo dos Estados Unidos, ficando apenas atrás de China, Japão, Grã-Bretanha e um grupo de países exportadores de petróleo, conforme elucida a Tabela abaixo:
Em maio deste ano o Brasil incorporou US$ 4,5 bilhões em títulos da dívida de países. Acredita-se que boa parte desses investimentos sejam em títulos do tesouro americano. A expansão nesses investimentos é resultado da política de desvalorização do real ante o dólar, onde o Banco Central do Brasil nos últimos tempos tem comprado a moeda americana no mercado aberto na tentativa de conter a apreciação do real.
Para se ter uma idéia da exposição das reservas brasileiras aos títulos internacionais, ao fim de junho, esse investimento representava 87,4% das reservas, o que corresponde aproximadamente a R$ 293,5 bilhões.
Os títulos do Tesouro dos EUA – conhecidos como Treasuries, era até pouco tempo visto como o investimento mais seguro do mundo. Tanto que especula-se, de que grande parte das reservas brasileiras esteja investida nesses títulos. Com o impasse no equacionamento de soluções que garantem o pagamento dessa dívida e a credibilidade da capacidade de pagamento dos EUA afetada, põe em risco as reservas internacionais do Brasil, que estão alocados em sua maioria na dívida americana.
Com a liquidez desses títulos americanos em baixa, a disponibilidade das reservas brasileiras está em xeque. A tão anunciada situação de que o Brasil é “Credor Externo”, pode estar comprometida, se a dívida americana se tornar insustentável a curto e a longo prazo. Cogita-se até que os EUA possam aumentar os juros de seus títulos, para que os mesmos se tornem mais atrativos, nesse momento de instabilidade.
Enfim, o Brasil tem que tomar cuidado ao investir suas reservas, e fazer algo que é primário no mundo dos investimentos: Diversificar. Concentrar seus investimentos em quase sua totalidade nos títulos dos EUA parece ser uma visão míope e de alto risco, o que torna o país vulnerável à economia americana.
A Turbulência nos Mercados Financeiros Mundiais.
Como já era de se esperar, os mercados mundiais reagiu negativamente ao fato da agência de avaliação de risco financeiro Standard and Poor’s (S&P) reduzir a nota da dívida pública dos Estados Unidos. A qualificação do crédito americano de longo prazo passou da nota máxima “AAA” para “AA+”, diante da crescente dívida e do pesado déficit no orçamento americano.
Ao menos a crise eminente irá diminuir a preocupação das autoridades monetárias no que concerne a alta valorização da moeda brasileira. Os períodos de instabilidades nos mercados mundiais repercutem negativamente sobre os investimentos estrangeiros no Brasil, que buscam se refugiar em investimentos considerados “mais seguros”. Se bem que o conceito de investimento “seguro” ultimamente não tem servido para muita coisa, já que até pouco tempo os títulos do Tesouro dos EUA – conhecidos com Treasuries, uma vez vistos como o investimento mais seguro do mundo, estão classificados agora abaixo de títulos emitidos por países como Grã-Bretanha, Alemanha, França ou Canadá.
A economia brasileira estava gozando até então de uma apreciação cambial devido a inserção da mesma na economia mundial, que atraiu um volume muito alto de capitais internacionais.
Essa maior inserção do mercado brasileiro na esfera internacional se deve essencialmente a dois fatores:
- A elevadíssima taxa básica de juros reais brasileira
- A elevação da classificação do risco de crédito soberano do Brasil para “grau de investimento” pela agência internacional de rating Standard & Poors (S&P) no dia 30 de abril (seguida pela agência Fitch no dia 29 de maio de 2008).
Na mesma proporção com que essa valoração ocorre, ela sofre de maneira inversa quando existe um quadro de incertezas na economia mundial.
Se a crise se atenuar nos próximos dias, e as “incertezas” pairar sobre os mercados, inevitavelmente, isso irá refletir com a desvalorização cambial da moeda brasileira.
A inversão da tendência de alguns indicadores foi perceptível HOJE, dia 08/08/2011.
A moeda norte-americana fechou em alta de 1,96 por cento, a 1,6125 real para venda.
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) caiu 8,08% nesta segunda-feira, fechando o dia a 48,6 mil pontos.
O ouro disparou nesta segunda-feira e fechou em US$ 1.713,2 a onça na Bolsa Mercantil de Nova York, o que representa um recorde histórico ao terminar pela primeira vez a sessão acima dos US$ 1,7 mil.O ouro costuma ser bastante procurado em momentos de incerteza por ser considerado um investimento mais seguro que outros diante de fortes oscilações nos negócios.
No final da semana, iremos fazer uma análise com dados consolidados das cotações do ouro, câmbio, Ibovespa e petróleo.
Até a próxima. (Agora com domínio .com.br ATIVO o/)
O Paradoxo Cambial Brasileiro
O país recententemente está sofrendo com a alta valorização da moeda brasileira. Essa situação vem despertando preocupação por parte das autoridades monetárias, que buscam medidas que visam arrefecer a entrada de moeda estrangeira no Brasil.
O governo portanto aumentou o IOF sobre os investimentos estrangeiros, mas não foi o suficiente para frear o fluxo de capital internacional. Mas então, o que fazer?
O Brasil hoje possui uma das maiores taxas de juros do mundo, atraindo uma grande quantidade de investidores internacionais, que encontram aqui, uma alta rentabilidade para o seu capital.
O mercado financeiro mundial reagiu positivamente com a elevação da classificação do risco de crédito soberano do Brasil para “grau de investimento” pelas agências internacionais de ratings, pois grandes fundos de pensão internacionais puderam a partir de então, investir no mercado brasileiro, contribuindo para aumentar ainda mais as inversões de capitais estrangeiros no país.
Enquanto o Brasil continuar sendo o “país das maravilhas” para o capital financeiro internacional, será muito difícil controlar a entrada de divisas, a não ser que sejam adotadas politicas monetárias drásticas, como uma alta redução da taxa de juros, ou se fechar o mercado nacional, por meio de medidas altamente restritivas ao capital transnacional.
Essa dicotomia que existe entre as politicas econômicas é um problema a ser resolvido pelo governo, pois elas estão de certa forma imbricados, e medidas mais enérgicas sobre o câmbio, põe em cheque a manutenção da atual politica econômica do país, que nos últimos anos, se manteve calcada em altas taxas de juros, controle inflacionário e na abertura do mercado brasileiro.
Recomeço…
Bom pessoal,
Passei algum tempo sem postar no BLOG, mas prometo que daqui para frente, irei postar com mais freqüência.
Durante esse tempo recebi e-mail de pessoas querendo saber mais sobre o mercado de ações outros com duvidas relacionadas à Declaração do Imposto de Renda.
Portanto, qualquer dúvida, é só entrar em contato.
Até o próximo post.
Análise BVSP-PETR4-Dólar-RiscoPaís-Petróleo-Ouro 20/07/2009
O Ibovespa mostra sinal de recuperação e fecha essa semana em alta de 5,79% com valorização de 0,30% nessa sexta-feira, fechando a semana aos 52.072 pontos. A alta acumulada pelo índice desde o início do ano é de 38,67%.Este bom desempenho do índice é resultado das boas noticias no que concernem os resultados dos bancos nos EUA e na valorização do preço das commodities.
O Estocástico do Ibovespa mostra tendência de alta, sinalização essa confirmada ao sair da região de sobre-venda. O ponto crucial é saber se esse movimento tem força para manter a alta nessa próxima semana. Um Pull Back no curto prazo pode se esperar, já que o índice vinha amargando quedas acentuadas.
O MACD do Ibovespa mostra que o mesmo esboça um sinal de recuperação, pois o MACD cruzou a linha de sinal de baixo para cima, entretanto essa sinalização de alta pode ser confirmada somente se o MACD cruzar sobre o eixo zero.
PETR4 fechou o último pregão com uma ligeira alta de 0,55% cotado a 31,5.
O MACD da PETR4 mostra um possível movimento de alta, indicado pelo fato do MACD cruzar a linha de sinal de baixo para cima. Essa sinalização de alta pode ser confirmada somente se o MACD cruzar sobre o eixo zero.
O Estocástico da PETR4 mostra que o mercado está em tendência de alta. A proximidade da região de sobre-compra sinaliza um possível ponto de saturação, podendo indicar uma reversão da tendência verificada.
A cotação do dólar comercial (PTAX/BCB) caiu 0,26% nesta sexta-feira (17/7/2009) e fechou em R$ 1,93 na venda. A moeda americana acumulou baixa de 3,17% nos últimos 7 dias úteis e se comparado com segunda-feira (13/7/2009) a queda foi de 3,04%. Essa queda no dólar é resultados de dados econômicos melhores do que o esperado pelo mercado nos Estados Unidos. Noticias como essas restaura a confiança do investidor, que passa a investir em mercados emergentes. Mais notícias estão por vir, é esperar se esse movimento de confiança mantém durante a semana.
O risco país (EMBI+/Brasil) no acumulado dos últimos 7 dias úteis terminou em queda de 13,79% e se comparado com segunda-feira (13/7/2009) a baixa foi de 14,68, caindo 4,94% nessa sexta (17/7/2009), fechando nesse período a 250 pontos. A tendência do EMBI+/Brasil está de acordo com o câmbio, mostrando que o capital externo entrou essa semana devido ao otimismo do mercado internacional.
O preço spot (à vista) do ouro na BM&F registrou nesta sexta-feira (17/7/2009) uma queda de 0,35%, cotado ao preço de R$ 57,70/1 grama. O ouro acumulou baixa de 2,86% nos últimos 7 dias úteis e se comparado com segunda-feira (13/7/2009) a queda foi de 1,37%. O mercado disponível de ouro (250 gramas) da BM&F negociou 42 contratos nessa semana(13/7/2009 a 17/7/2009) e teve um volume financeiro de R$ 2.903.249,00.
O contrato do barril de petróleo tipo WTI, negociado para agosto subiu 2,5% nesta sexta-feira (17/7/2009) e fechou em US$ 63,56. O contrato de WTI acumulou alta de 5,21% nos últimos 7 dias úteis e se comparado com segunda-feira (13/7/2009) a alta foi de 6,5%.
Análise BVSP-PETR4-Dólar-RiscoPaís 20/06/2009
O Ibovespa inverte tendência, e fecha essa semana em queda de 4,08%, aos 51.374 pontos, apesar de uma ligeira alta de 0,92% verificada no ultimo pregão dessa semana. Com este desempenho negativo na semana, a alta acumulada pelo índice desde o início do ano caiu para 36,81%. Outro motivo para queda no incide foram as correções nos preços das commodities para baixo, derrubando papéis da bolsa brasileira atreladas principalmente aos setores de petróleo e metais básicos. É importante ressaltar que o índice se compõe em grande parte por empresas produtoras de commodities,que tem preocupação recorrente quanto a demanda mundial por estes.
O MACD do Ibovespa atenua ainda mais a tendência baixista verificada na análise da semana passada, como o MACD cruzou a linha de sinal de cima para baixo, a tendência do índice é cair. Este indicador demora para mostrar reversões.
O Estocástico do Ibovespa mostra que a tendência de alta de médio/curto prazo do índice foi perdida. O mercado está sobre-vendido, pois o oscilador esta dentro do limite inferior, ameaçando sair dessa região. Este momento deve ser visto com cautela,pois o mercado ira definir a tendência no curto prazo.Se a linha K cruzar de baixo para cima a linha D na região de sobre-venda indica um possível ponto de compra.Agora “vai ou Racha”……..É esperar o comportamento dessa semana……
O BVSP está abaixo da linha de STOP LOSS projetada, indicando que a queda pode atenuar ainda mais abaixo de 51000.
PETR4 fechou o último pregão com uma ligeira alta de 0,19% cotado a 31,95.
O MACD da PETR4 mostra que o mesmo está em tendência de baixa, como o MACD cruzou a linha de sinal de cima para baixo, a tendência dos preços é caírem. Um agravante que deve ser considerado é que o cruzamento do MACD sobre o eixo zero está próximo, confirmando a sinalização indicada pelo mesmo. Este indicador demora para mostrar reversões.
O Estocástico da PETR4 mostra que a tendência de alta de médio/curto prazo do índice foi perdida. O mercado está sobre-vendido, pois o oscilador esta dentro do limite inferior, a angulação/inclinação foi perdida dentro dessa região, mas isso deve ser visto com cautela, sendo somente confirmada se a linha K cruzar de baixo para cima a linha D na região de sobre-venda ou se o estocástico sair da região de sobre-venda para assim confirmar a ALTA.
Reposicionar o STOP próximo a 30,5. O rompimento desse suporte pode indicar uma queda vertiginosa na ação, ficar atento neste nível caso o preço venha a ficar abaixo desse valor, pois o teste está próximo.
A cotação do dólar comercial (PTAX/BCB) caiu 0,59% nesta sexta-feira e fechou em R$ 1,96 na venda. A moeda americana acumulou uma alta de 0,61% nos últimos 7 dias úteis e se comparado com segunda-feira (15/6/2009) a alta foi de 0,69%. Este aumento no câmbio é conseqüência de dados ruins da economia americana, pois a atividade industrial neste país ainda está distante de uma recuperação, já que tanto a produção referente a maio quanto os indicadores das regiões de Nova York e Filadélfia relativos a junho apontaram recuo maior do que as previsões do mercado. Essas notícias pairam sobre os investidores de forma negativa que ficam receosos quanto às conseqüências e a duração da crise financeira internacional que assolou os mercados. Estes investidores procuram dessa forma investimentos de alta liquidez para se protegerem em tempos de incerteza. Esse movimento pressiona o câmbio spot(à vista) para cima,devido a saída de recursos estrangeiros do país.
O risco país (EMBI+/Brasil) inverteu sua tendência baixista verificada na semana passada. No acumulado dos últimos 7 dias úteis o risco país terminou em alta de 11,92% e se comparado com segunda-feira (15/6/2009) o aumento foi de 6,20% e subindo 2,11% nessa sexta, fechando nesse período a 291 pontos. A tendência do EMBI+/Brasil está de acordo com o câmbio, mostrando o receio dos investidores quanto aos desdobramentos da primeira grande crise financeira internacional do séc. XXI.
Análise BVSP-PETR4-Dólar-RiscoPaís 13/06/2009
O Ibovespa subiu 0,28% nesta sexta-feira e fechou aos 53.558,23 pontos. No acumulado da semana fechou em alta de 0,41%.No ano o índice acumula uma valorização de 42,63%.
O MACD do Ibovespa mostra que o mesmo está em tendência de baixa, como o MACD cruzou a linha de sinal de cima para baixo, a tendência do índice é cair. Este indicador demora para mostrar reversões,apesar de o mercado esta em tendência de alta de médio/curto prazo.
O Estocástico mostra a tendência de alta de médio/curto prazo do índice. Uma coisa interessante que podemos notar no estocástico é que a angulação/inclinação foi perdida, e o mercado está propicio para uma reversão no curto prazo. Isso indica que foi gerado um ponto de compra.
Próximo teste em 57.000.
PETR4 fechou o último pregão com uma ligeira alta de 0,07% cotado a 33,95.
O MACD da PETR4 semelhante ao Ibovespa, mostra que o mesmo está em tendência de baixa, como o MACD cruzou a linha de sinal de cima para baixo, a tendência dos preços é caírem. Este indicador demora para mostrar reversões,apesar de a PETR4 está em tendência de alta de médio/curto prazo.
O Estocástico da PETR4 semelhante ao do Ibovespa, mostra tendência de alta de médio/curto prazo da ação. Uma coisa interessante que podemos notar no estocástico da PETR4 é que a angulação/inclinação foi perdida como no Ibovespa, e o mercado está propicio para uma reversão no curto prazo. Isso indica que foi gerado um ponto de compra.
Reposicionar o STOP a 30,5. Próximo teste em 39,0.
OBS: É importante salientar que para estratégias de médio/longo prazo é melhor seguir a tendência apontada no MACD, para uma estratégia de curto prazo o aconselhável é verificar os sinais de reversão do Estocástico.
A cotação do dólar comercial (PTAX/BCB) caiu 0,89% nesta sexta-feira e fechou em R$ 1,93 na venda. A moeda americana acumulou queda de 1,53% nos últimos 7 dias úteis e se comparado com segunda-feira (8/6/2009) a queda foi de 2,05%. Apesar do anuncio da recessão técnica o Brasil continua atraindo investimentos externos, pois ainda possui o terceiro maior “juros reais” do mundo com 4,9% ao ano, só ficando atrás da China e da Hungria, que apresentam taxas reais de 6,9% e 5,9% respectivamente.
O risco país (EMBI+/Brasil) no acumulado dos últimos 7 dias úteis terminou em queda de 4,32% e se comparado com segunda-feira (8/6/2009) se manteve estável, não oscilando, apesar de ter subido 2,31 nessa sexta, fechando nesse período a 266 pontos. A tendência do EMBI+/Brasil está de acordo com o câmbio, mostrando que o capital externo está entrando com força e que o Brasil é um “Bom lugar para se investir”.

















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