O Paradoxo Cambial Brasileiro
O país recententemente está sofrendo com a alta valorização da moeda brasileira. Essa situação vem despertando preocupação por parte das autoridades monetárias, que buscam medidas que visam arrefecer a entrada de moeda estrangeira no Brasil.
O governo portanto aumentou o IOF sobre os investimentos estrangeiros, mas não foi o suficiente para frear o fluxo de capital internacional. Mas então, o que fazer?
O Brasil hoje possui uma das maiores taxas de juros do mundo, atraindo uma grande quantidade de investidores internacionais, que encontram aqui, uma alta rentabilidade para o seu capital.
O mercado financeiro mundial reagiu positivamente com a elevação da classificação do risco de crédito soberano do Brasil para “grau de investimento” pelas agências internacionais de ratings, pois grandes fundos de pensão internacionais puderam a partir de então, investir no mercado brasileiro, contribuindo para aumentar ainda mais as inversões de capitais estrangeiros no país.
Enquanto o Brasil continuar sendo o “país das maravilhas” para o capital financeiro internacional, será muito difícil controlar a entrada de divisas, a não ser que sejam adotadas politicas monetárias drásticas, como uma alta redução da taxa de juros, ou se fechar o mercado nacional, por meio de medidas altamente restritivas ao capital transnacional.
Essa dicotomia que existe entre as politicas econômicas é um problema a ser resolvido pelo governo, pois elas estão de certa forma imbricados, e medidas mais enérgicas sobre o câmbio, põe em cheque a manutenção da atual politica econômica do país, que nos últimos anos, se manteve calcada em altas taxas de juros, controle inflacionário e na abertura do mercado brasileiro.


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