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A Turbulência nos Mercados Financeiros Mundiais.

Como já era de se esperar, os mercados mundiais reagiu negativamente ao fato da agência de avaliação de risco financeiro Standard and Poor’s (S&P) reduzir a nota da dívida pública dos Estados Unidos. A qualificação do crédito americano de longo prazo passou da nota máxima “AAA” para “AA+”, diante da crescente dívida e do pesado déficit no orçamento americano.

Ao menos a crise eminente irá diminuir a preocupação das autoridades monetárias no que concerne a alta valorização da moeda brasileira. Os períodos de instabilidades nos mercados mundiais repercutem negativamente sobre os investimentos estrangeiros no Brasil, que buscam se refugiar em investimentos considerados “mais seguros”. Se bem que o conceito de investimento “seguro” ultimamente não tem servido para muita coisa, já que até pouco tempo os títulos do Tesouro dos EUA – conhecidos com Treasuries, uma vez vistos como o investimento mais seguro do mundo, estão classificados agora abaixo de títulos emitidos por países como Grã-Bretanha, Alemanha, França ou Canadá.

A economia brasileira estava gozando até então de uma apreciação cambial devido a inserção da mesma na economia mundial, que atraiu um volume muito alto de capitais internacionais.

Essa maior inserção do mercado brasileiro na esfera internacional se deve essencialmente a dois fatores:

  • A elevadíssima taxa básica de juros reais brasileira
  • A elevação da classificação do risco de crédito soberano do Brasil para “grau de investimento” pela agência internacional de rating Standard & Poors (S&P) no dia 30 de abril (seguida pela agência Fitch no dia 29 de maio de 2008).

Na mesma proporção com que essa valoração ocorre, ela sofre de maneira inversa quando existe um quadro de incertezas na economia mundial.

Se a crise se atenuar nos próximos dias, e as “incertezas” pairar sobre os mercados, inevitavelmente, isso irá refletir com a desvalorização cambial da moeda brasileira.

A inversão da tendência de alguns indicadores foi perceptível HOJE, dia 08/08/2011.

A moeda norte-americana fechou em alta de 1,96 por cento, a 1,6125 real para venda.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) caiu 8,08% nesta segunda-feira, fechando o dia a 48,6 mil pontos.

O ouro disparou nesta segunda-feira e fechou em US$ 1.713,2 a onça na Bolsa Mercantil de Nova York, o que representa um recorde histórico ao terminar pela primeira vez a sessão acima dos US$ 1,7 mil.O ouro costuma ser bastante procurado em momentos de incerteza por ser considerado um investimento mais seguro que outros diante de fortes oscilações nos negócios.

No final da semana, iremos fazer uma análise com dados consolidados das cotações do ouro, câmbio, Ibovespa e petróleo.

Até a próxima. (Agora com domínio .com.br ATIVO o/)

Análise BVSP-PETR4-Dólar-RiscoPaís-Petróleo-Ouro 20/07/2009

O Ibovespa mostra sinal de recuperação e fecha essa semana em alta de 5,79% com valorização de 0,30% nessa sexta-feira, fechando a semana aos 52.072 pontos. A alta acumulada pelo índice desde o início do ano é de 38,67%.Este bom desempenho do índice é resultado  das boas noticias no que concernem os resultados dos bancos nos EUA e na valorização do preço das commodities.

O Estocástico do Ibovespa mostra tendência de alta, sinalização essa confirmada ao sair da região de sobre-venda. O ponto crucial é saber se esse movimento tem força para manter a alta nessa próxima semana. Um Pull Back no curto prazo pode se esperar, já que o índice vinha amargando quedas acentuadas.

O MACD do Ibovespa mostra que o mesmo esboça um sinal de recuperação, pois o MACD cruzou a linha de sinal de baixo para cima, entretanto essa sinalização de alta pode ser confirmada somente se o MACD cruzar sobre o eixo zero.

bspfer

PETR4 fechou o último pregão com uma ligeira alta de 0,55% cotado a 31,5.

O MACD da PETR4 mostra um possível movimento de alta, indicado pelo fato do MACD cruzar a linha de sinal de baixo para cima. Essa sinalização de alta pode ser confirmada somente se o MACD cruzar sobre o eixo zero.

O Estocástico da PETR4 mostra que o mercado está em tendência de alta. A proximidade da região de sobre-compra sinaliza um possível ponto de saturação, podendo indicar uma reversão da tendência verificada.

pter4fer

A cotação do dólar comercial (PTAX/BCB) caiu 0,26% nesta sexta-feira (17/7/2009) e fechou em R$ 1,93 na venda. A moeda americana acumulou baixa de 3,17% nos últimos 7 dias úteis e se comparado com segunda-feira (13/7/2009) a queda foi de 3,04%. Essa queda no dólar é resultados de dados econômicos melhores do que o esperado pelo mercado nos Estados Unidos. Noticias como essas restaura a confiança do investidor, que passa a investir em mercados emergentes. Mais notícias estão por vir, é esperar se esse movimento de confiança mantém durante a semana.

cambfer

O risco país (EMBI+/Brasil) no acumulado dos últimos 7 dias úteis terminou em queda de 13,79% e se comparado com segunda-feira (13/7/2009) a baixa foi de 14,68, caindo 4,94% nessa sexta (17/7/2009), fechando nesse período a 250 pontos. A tendência do EMBI+/Brasil está de acordo com o câmbio, mostrando que o capital externo entrou essa semana devido ao otimismo do mercado internacional.

riscferi

O preço spot (à vista) do ouro na BM&F registrou nesta sexta-feira (17/7/2009) uma queda de 0,35%, cotado ao preço de R$ 57,70/1 grama. O ouro acumulou baixa de 2,86% nos últimos 7 dias úteis e se comparado com segunda-feira (13/7/2009) a queda foi de 1,37%.  O mercado disponível de ouro (250 gramas) da BM&F negociou 42 contratos nessa semana(13/7/2009 a 17/7/2009)  e teve um volume financeiro de R$ 2.903.249,00.

ourofer

O contrato do barril de petróleo tipo WTI, negociado para agosto subiu 2,5% nesta sexta-feira (17/7/2009) e fechou em US$ 63,56. O contrato de WTI acumulou alta de 5,21% nos últimos 7 dias úteis e se comparado com segunda-feira (13/7/2009) a alta foi de 6,5%.

pteroleofer

O rumo da taxa de juros no Brasil…..

taxa_juros_A previsão dos analistas de mercado para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano, que serve como meta para o Banco Central, é de 4,33%, abaixo da meta de inflação oficial estipulada pela autoridade monetária que é de 4,5%.

Já que inflação está controlada, este é o momento adequado para se reduzir a taxa de juros.

A apreciação do real ante o dólar mostra que se o Banco Central não baixar ainda mais a taxa básica de juros (SELIC) para dificultar entrada de capital financeiro externo  no Brasil, pode levar a uma retração das exportações brasileiras e afetar os investimentos na produção interna.

Os investimentos estrangeiros ocorrem em grande escala no Brasil porque a taxa de juros que remunera os títulos do governo (SELIC) é muito alta, superior a de muitos países, auferindo ganhos substanciais de arbitragem para estes.

O objetivo da redução da taxa selic nesse contexto é evitar a valorização do real em relação ao dólar com a redução da demanda por “reais” no mercado de câmbio spot (à vista). Esse câmbio valorizado aumenta a importação de produtos porque eles ficam mais barato, abrindo desta maneira a concorrência externa com as empresas nacionais.

Nesse momento de retração econômica é necessário criar mecanismos e políticas expansionistas para fomentar o setor produtivo nacional e acelerar o crescimento econômico, arrefecido devido à crise financeira internacional.

Os analistas do mercado financeiro prevêem, em sua maioria, um corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros da economia brasileira nesta semana, informou nesta segunda-feira (8) o boletim Focus do Banco central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne terça e quarta-feira (dias 8 e 9) para decidir os rumos da taxa básica de juros da economia (SELIC).

Se os juros recuarem 0,75 ponto percentual, conforme prevê o mercado financeiro, eles cairiam para 9,50% ao ano e ficariam, pela primeira vez, em um dígito (abaixo de 10% ao ano).

A taxa Selic está atualmente em 10,25% ao ano, o menor nível da história. Uma redução da mesma na próxima reunião do Copom caracteriza-se um marco na condução da política monetária do Brasil.

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Brasil em Recessão ???

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Notícias apontam que a economia brasileira entrou em recessão. O Ministro Mantega disse nessa segunda-feira que o PIB do primeiro trimestre de 2009 ficou negativo, o que caracteriza recessão técnica, já que no 4º  trimestre de 2008 o PIB brasileiro registrou queda de 3,6%.

Amanhã dia 09/06/2008, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o desempenho do PIB entre janeiro e março de 2009, e aí teremos a confirmação se o Brasil entrou mesmo em recessão, onde segundo alguns economistas, caracteriza-se pela queda no PIB por 2 trimestres consecutivos.

Essa ultima semana foi marcada pela queda no risco país e a valorização do real ante ao dólar impulsionado principalmente por movimentos de capitais externos para o Brasil.

Se esses movimentos persistirem será um problema para os exportadores. Mantega sinalizou que o governo está atento e que  pode ampliar as reservas “para não prejudicar os exportadores”.

Isso significa que o Banco Central vai continuar comprando dólar no mercado spot (à vista), na tentativa de descolar a cotação do real em relação ao dólar  em patamares que não prejudiquem o setor produtivo brasileiro.

Fiquemos atentos amanhã!!!

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